segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Prêmio Energias na Arte - Instituto Tomie Ohtake






Abertura dia 16 de junho, terça - feira
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (entrada pela R. Coropés, 88),
tel. (11) 2245-1900.
Ter. a dom., 11h/20h.
www.institutotomieohtake.org.br

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Passagem




óleo e cera sobre madeira
40 X 40 cm cada ( tríptico)
2009

Recibo




óleo e cera sobre madeira
35 X 50 cm
2009

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

" As memórias emprestadas de A.K.( I)"


\


óleo e cera sobre madeira
60 X 90 cm
2009

sexta-feira, 27 de Março de 2009

Nouvelle Vague - Galeria Laura Marsiaj curadoria Jacopo Visconti






As coisas não ditas




Num artigo sobre o filme Wait (1968), de Ernie Gehr, publicado no Village Voice em 1968, Jonas Mekas tentava sintetizar a dificuldade de definir o que é que estamos vendo, quando lidamos com arte contemporânea: if WAIT were a 19th century 'narrative', these two people who are now sitting in Gehr's room, no doubt, would be talking, exchanging some lines, performing, going through some psychological bits. (...) In a later 20th century or early 21st century film, which is where Gehr's film is, the event is transposed to another level, (...) we are following completely something else, something that cannot be told in words, something that is happening on a mental level... E de fato a ausência de uma narrativa convencional, como a que permeou a literatura e a arte até o final do XIX século, seja talvez a característica mais marcante e universal da produção contemporânea. Cabe sempre ao observador juntar as peças, compor, a partir dos fragmentos e das pequenas pistas deixadas pelo artista, uma imagem completa, ou pelo menos compreensível. Algo assim como a foto que, numa cena memorável de L’amour en fuite (1979), Antoine Doinel reconstrói com os cacos de uma foto despedaçada e jogada no chão de uma cabine telefônica por um desconhecido, chegando ao rosto da mulher que amaria a partir de então. Pode parecer, evidentemente, uma história linda demais para ser verossímil, e é exatamente disso que se trata: ao passo que conta uma história romântica e aparentemente ingênua, Truffaut faz meta-cinema, deixa claro que tudo o que vemos não passa de um pretexto para fazer (e ver) cinema. Analogamente, boa parte da pintura contemporânea parece constantemente questionar e tencionar o significado e o valor do que está representando, como se os temas e sujeitos escolhidos não fossem mais do que pretextos para fazer (e ver) pintura.

Várias das obras incluídas nesta exposição lidam direta ou indiretamente com essas questões, brincam com a suspensão, fragmentação e explosão da narrativa, dão pistas para possíveis interpretações, e logo depois, abruptamente, recuam para a escuridão. Com freqüência, imagens apropriadas das fontes mais diversas sobrepõem-se em camadas nitidamente separadas: os objetos, personagens, edifícios ou manchas de cor nunca se fundem por completo. Espécie de equivalentes pictóricos dos objects trouvés duchampianos, as imagens, apropriadas das fontes mais diversas (jornais, revistas, livros, google, anúncios, projetos de arquitetura...) parecem recusar programaticamente uma osmose que acabaria mitigando seu valor de citações. Porque é de citações que se trata, fragmentos de histórias alheias roubados e rearranjados em montagens precárias, sem a ambição de constituir uma narrativa coerente, aliás com o objetivo, explícito, de que os pedaços continuem tangivelmente separados. Denota talvez, esta necessidade de se escorar em elementos apropriados e reciclados, a aspiração a um equilíbrio que se sabe, contudo, já irremediavelmente perdido, como no célebre verso da Waste Land de T.S. Eliot: these fragments I have shored against my ruins. Ou talvez, pelo contrário, denote a decisão de abdicar definitivamente da busca de qualquer linearidade, optando conscientemente pela instabilidade, como faz desde sempre Jean-Luc Godard: nossos primeiros filmes foram apenas filmes de “cinéphiles”. Principalmente os meus (...). Eu fazia uns enquadramentos relacionados com outros que eu conhecia de Preminger, de Cukor, etc... É o prazer da citação, de que nunca abri mão...



As obras de Renata de Bonis, por sua vez, baseiam-se sempre em lembranças pessoais, às vezes mediadas por instantâneas tiradas pela própria artista, em outros casos pintadas de memória. Nesse seu se sentir confortável no âmbito de um universo pessoal, que não precisa, para se alimentar, atingir a fontes externas, Renata parece se distanciar do modus operandi da maioria dos outros pintores da sua geração (não apenas os que participam desta exposição). Coerentemente, sua pintura foi progressivamente se despojando, recentemente renunciando, para citar apenas a mudança mais evidente, ao fundo decorativo, de alguma maneira análogo ao da Ana Elisa. Até a paleta de cores, sempre contida, extremamente coerente e meditada em suas pequenas variações, confirma a impressão de estar diante de uma obra que acontece seguindo ritmos exclusivamente próprios. Não é por acaso que entre os amigos que a Renata nos apresenta, numa pequena tela intitulada I think I need new friends (2008), que retrata, simplesmente, uma estante com alguns livros, estão Sean Scully, Luc Tuymans e Giorgio Morandi, isto é, pintores que elevam a reflexão sobre o fazer pintura a um nível quase filosófico. A questão das fontes, influências e citações aparece desta forma, nas pinturas da Renata, de maneira sublimada, mas não por isso menos fascinante. Na pequena pintura Nó (2009), por exemplo, estamos diante tanto da representação de algo vivido e visto pela artista, quanto de uma clara citação de Morandi: o próprio mundo, isto é, só pode ser apreendido e entendido através da representação que dele fizeram seus amigos.

Jacopo Crivelli Visconti

quarta-feira, 4 de Março de 2009




óleo e cera sobre tela
30 X 40 cm
2009

Morada




óleo e cera sobre tela
24 X 18 cm
2008

quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

I think I need new friends

terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Sesc Pinheiros. até dia 05 de outubro

segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Quinta, dia 28 de agosto, Mesa com Paulo Pasta e Tiago Mesquita no SESC Pinheiros as 19Hrs

domingo, 17 de Agosto de 2008

Matéria Revista Isto é - 16 de agosto de 2008


ARTES VISUAIS
Tradição e ruptura
Mesmo que aparelhados com meios tecnológicos, jovens pintores resgatam valores tradicionais

Por PAULA ALZUGARAY


2000EOITO/ Sesc Pinheiros, São Paulo/ até 5/10

Não foram escassos os anúncios da morte da pintura. O primeiro alerta veio com a invenção da fotografia, há quase 200 anos. A fixação da imagem do mundo sobre o papel fotográfico gerou o grande dilema da pintura moderna, colocando em suspensão sua função de representação da realidade. A resposta das vanguardas foi implacável e começou com as três telas monocromáticas de Alexander Rodchenko, anunciando o fim dos valores tradicionais do ofício: não havia mais figura, fundo, nem representação. Depois, viriam outros demolidores de convicções, como Mondrian, Duchamp, até surgir, no Brasil, Aluísio Carvão e a geração de neoconcretistas que projetaram vibrações cromáticas para além da superfície plana da tela. Essa vontade de experimentação que nasceu com a fotografia, o cinema e o vídeo teria contaminado também a relação dos artistas com a pintura. Essa tese foi desenvolvida pela exposição Pintura reencarnada, em 2004, com curadoria da jornalista Angélica de Morais, que argumentava sobre a mutação da matéria pictórica contemporânea em pixels, feixes de luz, impulsos e sensores elétricos. Agora, o debate sobre a morte e a reencarnação da pintura pode ganhar novos contornos com a exposição do grupo 2000eoito, que reúne oito jovens pintores que não abrem mão de usar tintas sobre superfícies planas, mesmo que assimilem processos e temáticas importadas da fotografia e das câmera de vigilância.
"Fomos contaminados pela discussão sobre a morte da pintura e também pelo Skype, GPS, vídeo, internet, etc. A tecnologia é nossa aliada, mas é na pintura que encontramos a melhor forma de dizer o que queremos", diz o pintor Marcos Brias, um dos integrantes do grupo 2000eoito, que se formou há um ano com o objetivo de fazer uma exposiçãocoletiva de pintura. "Todos nos sentíamos ilhados, pois éramos parte de uma minoria que pintava", diz Rodolpho Parigi, que procura traduzir na pintura "a hibridização e a vibração da vida contemporânea".
A presença dessa vibração contemporânea é perceptível na mostra, mesmo que os artistas façam um uso assumido de valores e gêneros pictóricos tradicionais: Rodrigo Bivar dedica-se ao retrato, Marina Rheingantz, Bruno Dunley e Renata De Bonis se debruçam sobre a paisagem, Ana Elisa Egreja trabalha sobre o valor decorativo da natureza-morta. Mas talvez onde a pintura efetivamente entre em fricção com a atualidade seja no trabalho de Regina Parra, que representa imagens captadas por câmeras de vigilância. "O uso da fotografia como intermediação entre a realidade e a pintura é o que diferencia essa geração da minha", afirma o pintor Paulo Pasta, curador da exposição e ex-professor do grupo. Mas, segundo ele, a contemporaneidade, nesses artistas, não está no uso da fotografia. "Está na vitalidade, no ânimo, no entusiasmo com que eles se colocam diante da pintura", afirma o pintor, que atualmente expõe um panorama de sua produção recente no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio.


http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2024/tradicao-e-rupturamesmo-que-aparelhados-com-meios-tecnologicos-jovens-pintores-99153-1.htm

quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

And Schnabel speaks.....

" Quero que minha vida seja embutida no meu trabalho, moída e misturada na minha pintura como um carro prensado. Se não é o meu trabalho, é somente " alguma coisa". Longe do trabalho sou um aleijado. Sem minha relação com estes objetos que podem parecer "inanimados", sou apenas um desajustado indulgente. Se o espírito de "ser" não está presente no trabalho, este então deve ser destruído, pois não contém significado. Eu estou fazendo um sinônimo da verdade com todos os possíveis artifícios , por mais oblíquo que isso possa parecer. Estou fazendo ícones que mostram a vida a partir da nossa morte. Um apanhado de erros."

Julian Schnabel

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Blog da Tpm









http://revistatpm.uol.com.br/blog/?log_id=135

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Memphis Blues, 50 X 50 cm, óleo e cera sobre papel, 2008.










'An' here I sit so patiently
Waiting to find out what price
You have to pay to get out of
Going through all these things twice.
Oh, Mama, can this really be the end,
To be stuck inside of Mobile
With the Memphis blues again.'

segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

naco de montanha.

domingo, 3 de Agosto de 2008

Fim de semana II


Por que as vezes é muito bom ver as coisas de lado.
Comemoração das coisas simples e maravilhosas da vida. Por que as vezes é importante celebrar também.

Fim de semana



Playground pós-guerra bizarro.

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Exposição 2000 e oito - Sesc Pinheiros - abertura dia 6 de agosto, quarta feira, as 20hrs‏








JOVENS ARTISTAS BRASILEIROS EXPÕEM NO SESC PINHEIROS OBRAS QUE REFLETEM SOBRE AS NOVAS POSSIBILIDADES DE PENSAR A PINTURA CONTEMPORÂNEA

A exposição 2000EOITO reúne no SESC Pinheiros de 07 de agosto a 05 de outubro, 15 trabalhos de oito jovens pintores brasileiros. Com curadoria de Paulo Pasta, a mostra tem o objetivo de criar um debate, uma conversa acerca das novas possibilidades para a pintura. Como ela pode ser reinventada? Atualizada? O que ainda pode ser proposto? O que vale a pena ser discutido? São algumas das questões abordadas pelos artistas Ana Elisa Egreja, Bruno Dunley, Marcos Brias, Marina Rheingantz, Regina Parra, Renata De Bonis, Rodolpho Parigi e Rodrigo Bivar.

Segundo Paulo Pasta o que os motiva individualmente é o aprofundamento da expressão própria. A idéia de um único estilo cede espaço à multiplicidade de tendências que se complementam dentro de um mesmo grupo. Tendências que retomam gêneros abordados dentro da história da pintura como a paisagem, a pintura de interior, o retrato e a natureza morta, potencializando a experiência presente.

A formação do grupo 2000e8 (título análogo a mostra) não visa limitar ou formatar a produção dos seus participantes, mas sim ampliar as possibilidades e potencialidades presentes na pintura, sem criar um movimento dogmático com um único pensamento. Cada um dos oito artistas tem um trabalho individual e específico, que difere de maneira considerável de todos os outros.

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

today, yesterday, the last three weeks.

I'm so tired, I haven't slept a wink
I', so tired, my mind is on the blink
I wonder should I get up and fix myself a drink
No, no , no

I'm so tired I don't know what to do
I'm so tired my mind is set on you
I wonder should I call you but I know what you would do

You'd say I'm putting you on
But it's no joke, it's doing me harm
You know I cant't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
You know I'd give you everything I've got
for a little peace of mind

I'm so tired, I'm feeling so upset
Although I'm so tired I'll have another cigarette
And curse Sir Walter Raleigh
He was such a stupid git.

You'd say I'm putting you on
But's it's a joke, it's doing me harm
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
You know I'd give you everything I've got
for a little peace of mind
I'd give you everything I've got for a litlle peace of mind

I'D GIVE  YOU EVERYTHING I'VE GOT FOR A LITTLE PEACE OF MIND.

Sugar Mountain , óleo e cera sobre papel, 13 X 18 cm, 2008





my Sugar mountain.